100 dias de gratidão

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Querido Felipe,

Tenho pensado tanto em você nesses últimos dias, já faz quase três meses e ainda sinto sua falta constantemente. Penso sempre no nosso último encontro, você foi gentil comigo. E distante. Me deu apoio, não ombro. Sei que não posso exigir isso de você, mas é que depois de tantos anos eu me acostumei com outro Felipe.

Eu sei, eu sei, você deve ta pensando: “você que escolheu isso, agora aceita”. Só queria que você entendesse o meu lado, não estávamos nos fazendo bem, é triste, mas é a verdade. Fomos nos perdendo um do outro e isso foi necessário para que não nos perdêssemos de nós mesmos. Sei também que você viu essa minha viagem como um sinal de franqueza, e de certa forma foi mesmo, precisava fugir de todo esse caos [o que foi em vão]. Mas se você quiser isso a gente conversa quando eu voltar.

Por agora quero muito saber de você, quero saber como vai no trabalho, como vai a família [ainda anda brigando muito com seu pai?], e o nosso Tico? Preciso saber que você tá bem para que eu possa aquietar meu coração.

Quanto a mim, estou aqui andando pelo mundo, chorando ao telefone, prestando muita atenção, divertindo gente e sentido falta de tudo e todos. Há dias acordo e não tem ninguém ao meu lado – os meus amigo e amores, cadê - vou à Berlim e à Praga e depois volto ao Brasil para recuperar o que eu perdi.

Te mando retalhos de amor

Carol.


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