Acaso não existe. Existe
sintonia, existe energia e existe destino.
Pensei em você dezembro inteiro.
Todos os dias pensei em escrever e convidar para um encontro. Mas eu não tinha
o pretexto. Comprei um livro pra você, mas nem isso serviu como justificativa
suficiente. Não consegui escrever. Eu queria te ver e pronto, sem desculpas e
sem pretextos.
Ontem, 26/12, pensei mais que nos
outros dias. Recordei-me da casa da Joana, da biblioteca, do quase beijo, do susto. Eu
penso, você sonha.
Estou indo ver o “Mar” amanhã. Provavelmente não te verei em
2015. Nós não nos vimos em 2015. Quero te ver. Quero ver o mar. Quero amar.
Cuida pra eu não querer que
aquilo que não quero periga me convencer que é belo.
Sinto saudades da presença.
Gratidão tenho aos montes por você ter sido um meio para um fim. Por estar
comigo enquanto virei mulher.
Você não deixou de ser
importante. Se eu me curei? Não sei. Não deixa eu te deixar ir que eu posso não
saber que eu te preciso em nós se não eu deixo de ser. Não quero desatar o nó.
Não quero deixar de ser “nós”. Por que somos.
Sou mar. Sou mulher. Sou amor.
Amor? Te amo.
Desencontros. Dia 26. Você escreve
sobre se afastar. Eu penso em aproximar. Respeito você. Dia 27, não sinto dor,
sinto êxtase, frio na barriga. Sinto falta. Não vou conseguir dormir.
Eu não suportei te amar em 2015.
Mas hoje, último domingo do ano, eu te amo. E é certo que amarei em 2016,
também.
“Ina” meu apelido de infância, de
família, acho que nunca te contei isso. O mais genuíno e profundo afeto dos que
me querem bem. Eu te quero. Bem. Inevitável.
Vou receber 2016 no mar. Vou
pensar em você vendo toda aquela imensidão, sem choro. Com paz no coração.
Quando voltar, quem sabe, nos encontremos no nosso desencontro.
Hoje, ultimo domingo do ano;
Agora, última hora do dia, não consigo dizer Adeus. Não quero dizer. Quero
dizer que te amo hoje, quero dizer que estamos em sintonia, quero dizer que eu
penso e você sonha.
Ina. Mar. A mar. À
deus.
Te espero em 2016.
Marina