Não sei quase nada sobre você. Não sei o que pensa da vida.
Não sei se prefere sorvete de chocolate ou de morango. Não sei como anda seu
coração hoje, que dirá do seu primeiro amor. Não sei seu escritor favorito. Não
sei o que você acha de politica e de religião, nem sei seu par de meias favorito.
Não sei o que te levou a ser o que é hoje, na verdade nem sei quem você é. Como
cantou Zeca “Nem mesmo sei qual é a parte da sua estrada no meu caminho, será
um atalho, ou um desvio?” Não sei. Mas sei que quando penso em você abre um
sorriso no meu rosto. Sei que só o fato de você me cumprimentar já basta pra eu
ficar feliz, e quando você se aproxima ganho meu dia, quiçá a semana. Adoraria
um dia sentar e conversar com você sobre tudo isso, conhecer coisas importantes
que queira me contar e, principalmente, coisas banais, mas que dizem muito de
ti. Mas não importa se isso não for possível, me contento em ficar brincando de
descobrir coisas sobre você e ficando sempre com um sorriso bobo no rosto a
cada vez que achar ter descoberto algo novo.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Sinto saudades das nossas tardes
juntas. Saudades das implicâncias bobas, dos abraços de reconciliação e dos
passeios domingo à tarde. Saudades das mensagens no meu celular de manhazinha,
durante a tarde e antes de dormir. Saudades dos toquinhos só pra mostrar que
estava pensando em mim. Sinto saudades dos programas em família, de inventar
receitas e subir no meu telhado pra ver as estrelas mais de perto. Sinto
saudades de como éramos antes da primeira briga, antes de eu ter sido
precipitada e impulsiva. Saudades do seu cheiro doce, das suas covinhas e da
sua risada. Saudades de você.
[re]encontro
Reencontrei-a dias atrás, olhos pintados, cabelo cortado,
unhas pretas. Nos pés, um par de sapatos de salto alto. Brincos coloridos emolduravam
o rosto agora de mulher. Os trejeitos eram outros, como se tivesse pego
emprestado um pouco de cada homem que conheceu nesses longos anos em que
estivemos sem nos ver.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Me pediram pra descrever um lugar
que me desse a sensação de paz, vamos lá:
Então, é um quarto que me passa
uma sensação de calma, de aconchego e, porque não, de felicidade. Ele tem três
paredes brancas e uma toda colorida, com umas pinturas legais. Tem a mesa com o
computador, vários trecozinhos fofos e um cinzeiro de bichinho, também
colorido. Tem alguns porta-retratos com fotos de pessoas importantes e um com
uma foto só nossa. Tem uma poltrona vermelha que tá sempre cheia de
roupas/livros/sapatos. Tem a mesinha da televisão que é preta com algumas
garrafas vazias de cerveja usadas como jarrinhos de flor. Na luz tem pendurado
duas borboletas de origame que eu fiz e dei de presente, uma rosa e uma
laranja. E tem a cama, que tá sempre com uma colcha laranja e vários
travesseiros, é uma cama de solteiro mas que comporta muito bem duas pessoas
abraçadinhas. Eu amo esse quarto e amo a pessoa dona do quarto.
domingo, 24 de junho de 2012
Mês passado fez seis anos que nos conhecemos e eu não me lembrei no dia. É curioso
como a gente foi se perdendo, como não me lembro mais da sua voz nem do seu
perfume e tenho apenas uma vaga lembrança do seu sorriso de canto de boca. Mas
em contrapartida é impossível comer uma banana com canela e queijo e não me
lembrar de você, impossível ver trechos daquela serie antiga e não em lembrar
das tarde aqui no sofá de casa. Isso mostra que mesmo eu tendo te perdido nos
meus pensamentos e diminuindo cada vez mais o seu espaço pra outras pessoas
entrarem o seu lugar continua aqui. Posso até não me lembrar do aniversário de
seis anos, mas vou me lembrar do de seis anos e um mês, mostrando que esse
lugar, mesmo pequenininho, sempre será seu, porque você sabe que foi o primeiro
beijo reciproco, minha primeira companhia, minha alegria, sabe que foi amor,
dos mais verdadeiros.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
para alguém que eu nem sei mais quem é
Estava pensando na gente esses
dias. Achei triste como de um dia para outro perdemos tudo que tinha sido
construído em um ano e meio de convivência. Pensei até que estava sendo mais
rancorosa que a situação pedia, mas eu não consigo mudar o que eu sinto, não
adianta. Posso até estar errada, mas você não imagina o quanto foi dolorido
ouvir tudo aquilo vindo de você que eu tanto amava. Sabe aquela velha frase
“verdade sem amor é crueldade”? Pois é, foi bem isso que aconteceu, você me
jogou a sua verdade de uma maneira muito dura, você se colocou em um lugar tão
superior, como se só eu fosse a errada, a nojenta, a suja, a que tem problemas,
e sem nenhum amor me julgou de uma forma severa que me pegou totalmente
desprevenida, fiquei sem reação, você foi cruel. Pra falar a verdade nem sei o
porquê de estar escrevendo isso, às vezes sinto que fico remoendo aquela
conversa, aquele olhar de julgamento, aquela frieza e isso me faz mal.. Me faz
mal principalmente pensar que veio de você, uma pessoa tão doce e tão amável,
naquele dia eu não te reconheci. Mas isso já não importa.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
De um modo geral esse ano a morte
esteve muito presente, vi mães enterrando seus filhos, pessoas perdendo seus
amores, amigos sepultando amigos, filhos dando adeus a seus pais. E isso fez
com que eu estivesse pensando nela, nos seus desenhos e consequências, no
quanto dói o sentimento de injustiça deixado por ela.
Não consigo pensar em dor maior
que a dor ao perder alguém que se ama e assim ter que conviver dia após dia com
a certeza do nunca mais; nunca mais ver a pessoa; nunca mais ouvir a sua voz;
nunca mais sentir o seu cheiro e o calor do seu abraço; nunca mais é o que mais
dói.
É uma ferida aberta que lateja e
arde dias ímpares e dias pares. É um buraco, uma falta, uma ausência que
ninguém nem nada poderão preencher. É uma vontade de mandar tudo a merda pois
não há como se conformar que o sol continua a nascer mesmo sem o seu querido
aqui. É a certeza que aquele vinho que ele tanto gostava a partir de agora será
sempre amargo, é a certeza de que aquela música linda que ele gravou pra você
vai te ferir como um punhal, é a certeza de que os almoços de domingo e as
tardes de terça nunca mais terão cor. É o sentimento de que se fez pouco, de
ter economizado nos ‘eu te amo’ e nos abraços.
Aí vem o momento em que o choque
passa, que os pensamentos voltam em ordem e que se tem a consciência de que é
necessário seguir em frente, de que é preciso continuar apesar da falta de um
membro quase vital. A crueldade de ter que apagar o número do celular, o
endereço do email e das redes sociais. Um misto de desespero por não saber como
vai ser junto com a certeza de que se terá que reaprender a andar pelo tempo, a
amar, a viver. É um acostumar com a vontade de ligar só pra contar do dia e não
ter como, é se acostumar que a pessoa não vai mais viver as coisas que antes
vocês viviam juntos. É acostumar a existir num mundo que ele não existe mais.
E quando finalmente se consegue
dar um passo, um sorriso, a sentir um rastrinho de alegria vem a culpa
devastadora, pensamentos latentes de “é errado eu estar sentindo alegria diante
do que aconteceu”, “como eu posso estar sorrindo se ele não ta mais aqui pra
rir dessa historia comigo” ou “me sinto
péssimo em sair e me divertir, ela iria adorar essa festa”.
E nesse momento é vital que se
consiga lidar com esses sentimentos para que o tempo transforme, aos poucos, a
dor em saudade. É preciso acreditar com toda fé que a pessoa querida continua
viva dentro de ti, que sempre irá existir as lembranças e o amor, e que por
isso se deve continuar, você deve isso a pessoa.
domingo, 10 de junho de 2012
bilhete
Eu sei que prometi não lhe
escrever mais nenhum bilhetinho, mas eu também sei que você sabe que promessas
não são o meu forte, sendo assim, estou aqui escrevendo pra ti esse pequeno
recadinho de adeus. Desnecessário, você pode achar, acontece que essa é minha
forma de mostrar o que eu sinto.
Então vamos lá: eu teria te amado
pra sempre. Mas você fez de tudo, tudo mesmo, pra que isso não acontecesse.
Sabe aquele ditado que diz que “água mole em pedra dura tanto bate até que
fura”? Pois é, está errado. Eu só queria carinho, afeto, cinema, abraços e
ganhei indiferença, muita. E hoje percebi que cansei de “bater em pedra dura”,
estou, só agora, fazendo o que você varias vezes pediu que eu fizesse, indo
embora.
Aqui lhe deixo o meu tchau, sem
magoas e sem rancor mas também sem amor.
terça-feira, 5 de junho de 2012
bilhete
H.
Tenho vontade de em um dia qualquer te parar na rua, ou
pelos corredores da faculdade, só pra dizer o quanto te acho linda.
Te vejo de longe, sempre descontraída, leve, sensível. Te
procurei em algumas redes sociais e, por tudo que você escreve, curte, mostra,
me parece que você é uma menina culta, inteligente e com um ótimo gosto pra
músicas, filme, livros, roupas, apesar da sua pouca idade. Além de boa amiga,
sempre preocupada e afetuosa.
Sabe que eu sempre procurei uma coisinha estranha nas
pessoas, a compatibilidade, é meio que procurar eu mesmo nos outros, ou algo
bem parecido. Você tem o que eu procuro e eu sei disso sem nunca termos
conversado.
Um abraço e até qualquer dia.
Marina.
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