100 dias de gratidão

quinta-feira, 28 de junho de 2012

descobertas

Não sei quase nada sobre você. Não sei o que pensa da vida. Não sei se prefere sorvete de chocolate ou de morango. Não sei como anda seu coração hoje, que dirá do seu primeiro amor. Não sei seu escritor favorito. Não sei o que você acha de politica e de religião, nem sei seu par de meias favorito. Não sei o que te levou a ser o que é hoje, na verdade nem sei quem você é. Como cantou Zeca “Nem mesmo sei qual é a parte da sua estrada no meu caminho, será um atalho, ou um desvio?” Não sei. Mas sei que quando penso em você abre um sorriso no meu rosto. Sei que só o fato de você me cumprimentar já basta pra eu ficar feliz, e quando você se aproxima ganho meu dia, quiçá a semana. Adoraria um dia sentar e conversar com você sobre tudo isso, conhecer coisas importantes que queira me contar e, principalmente, coisas banais, mas que dizem muito de ti. Mas não importa se isso não for possível, me contento em ficar brincando de descobrir coisas sobre você e ficando sempre com um sorriso bobo no rosto a cada vez que achar ter descoberto algo novo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sinto saudades das nossas tardes juntas. Saudades das implicâncias bobas, dos abraços de reconciliação e dos passeios domingo à tarde. Saudades das mensagens no meu celular de manhazinha, durante a tarde e antes de dormir. Saudades dos toquinhos só pra mostrar que estava pensando em mim. Sinto saudades dos programas em família, de inventar receitas e subir no meu telhado pra ver as estrelas mais de perto. Sinto saudades de como éramos antes da primeira briga, antes de eu ter sido precipitada e impulsiva. Saudades do seu cheiro doce, das suas covinhas e da sua risada. Saudades de você.


Sinto saudades, mas não vontade de voltar.


[re]encontro

Reencontrei-a dias atrás, olhos pintados, cabelo cortado, unhas pretas. Nos pés, um par de sapatos de salto alto. Brincos coloridos emolduravam o rosto agora de mulher. Os trejeitos eram outros, como se tivesse pego emprestado um pouco de cada homem que conheceu nesses longos anos em que estivemos sem nos ver.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Me pediram pra descrever um lugar que me desse a sensação de paz, vamos lá:


Então, é um quarto que me passa uma sensação de calma, de aconchego e, porque não, de felicidade. Ele tem três paredes brancas e uma toda colorida, com umas pinturas legais. Tem a mesa com o computador, vários trecozinhos fofos e um cinzeiro de bichinho, também colorido. Tem alguns porta-retratos com fotos de pessoas importantes e um com uma foto só nossa. Tem uma poltrona vermelha que tá sempre cheia de roupas/livros/sapatos. Tem a mesinha da televisão que é preta com algumas garrafas vazias de cerveja usadas como jarrinhos de flor. Na luz tem pendurado duas borboletas de origame que eu fiz e dei de presente, uma rosa e uma laranja. E tem a cama, que tá sempre com uma colcha laranja e vários travesseiros, é uma cama de solteiro mas que comporta muito bem duas pessoas abraçadinhas. Eu amo esse quarto e amo a pessoa dona do quarto.

domingo, 24 de junho de 2012

Mês passado fez seis anos que nos conhecemos e eu não me lembrei no dia. É curioso como a gente foi se perdendo, como não me lembro mais da sua voz nem do seu perfume e tenho apenas uma vaga lembrança do seu sorriso de canto de boca. Mas em contrapartida é impossível comer uma banana com canela e queijo e não me lembrar de você, impossível ver trechos daquela serie antiga e não em lembrar das tarde aqui no sofá de casa. Isso mostra que mesmo eu tendo te perdido nos meus pensamentos e diminuindo cada vez mais o seu espaço pra outras pessoas entrarem o seu lugar continua aqui. Posso até não me lembrar do aniversário de seis anos, mas vou me lembrar do de seis anos e um mês, mostrando que esse lugar, mesmo pequenininho, sempre será seu, porque você sabe que foi o primeiro beijo reciproco, minha primeira companhia, minha alegria, sabe que foi amor, dos mais verdadeiros.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

para alguém que eu nem sei mais quem é

Estava pensando na gente esses dias. Achei triste como de um dia para outro perdemos tudo que tinha sido construído em um ano e meio de convivência. Pensei até que estava sendo mais rancorosa que a situação pedia, mas eu não consigo mudar o que eu sinto, não adianta. Posso até estar errada, mas você não imagina o quanto foi dolorido ouvir tudo aquilo vindo de você que eu tanto amava. Sabe aquela velha frase “verdade sem amor é crueldade”? Pois é, foi bem isso que aconteceu, você me jogou a sua verdade de uma maneira muito dura, você se colocou em um lugar tão superior, como se só eu fosse a errada, a nojenta, a suja, a que tem problemas, e sem nenhum amor me julgou de uma forma severa que me pegou totalmente desprevenida, fiquei sem reação, você foi cruel. Pra falar a verdade nem sei o porquê de estar escrevendo isso, às vezes sinto que fico remoendo aquela conversa, aquele olhar de julgamento, aquela frieza e isso me faz mal.. Me faz mal principalmente pensar que veio de você, uma pessoa tão doce e tão amável, naquele dia eu não te reconheci. Mas isso já não importa.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

De um modo geral esse ano a morte esteve muito presente, vi mães enterrando seus filhos, pessoas perdendo seus amores, amigos sepultando amigos, filhos dando adeus a seus pais. E isso fez com que eu estivesse pensando nela, nos seus desenhos e consequências, no quanto dói o sentimento de injustiça deixado por ela.

Não consigo pensar em dor maior que a dor ao perder alguém que se ama e assim ter que conviver dia após dia com a certeza do nunca mais; nunca mais ver a pessoa; nunca mais ouvir a sua voz; nunca mais sentir o seu cheiro e o calor do seu abraço; nunca mais é o que mais dói.

É uma ferida aberta que lateja e arde dias ímpares e dias pares. É um buraco, uma falta, uma ausência que ninguém nem nada poderão preencher. É uma vontade de mandar tudo a merda pois não há como se conformar que o sol continua a nascer mesmo sem o seu querido aqui. É a certeza que aquele vinho que ele tanto gostava a partir de agora será sempre amargo, é a certeza de que aquela música linda que ele gravou pra você vai te ferir como um punhal, é a certeza de que os almoços de domingo e as tardes de terça nunca mais terão cor. É o sentimento de que se fez pouco, de ter economizado nos ‘eu te amo’ e nos abraços.

Aí vem o momento em que o choque passa, que os pensamentos voltam em ordem e que se tem a consciência de que é necessário seguir em frente, de que é preciso continuar apesar da falta de um membro quase vital. A crueldade de ter que apagar o número do celular, o endereço do email e das redes sociais. Um misto de desespero por não saber como vai ser junto com a certeza de que se terá que reaprender a andar pelo tempo, a amar, a viver. É um acostumar com a vontade de ligar só pra contar do dia e não ter como, é se acostumar que a pessoa não vai mais viver as coisas que antes vocês viviam juntos. É acostumar a existir num mundo que ele não existe mais.

E quando finalmente se consegue dar um passo, um sorriso, a sentir um rastrinho de alegria vem a culpa devastadora, pensamentos latentes de “é errado eu estar sentindo alegria diante do que aconteceu”, “como eu posso estar sorrindo se ele não ta mais aqui pra rir dessa historia comigo”  ou “me sinto péssimo em sair e me divertir, ela iria adorar essa festa”.


E nesse momento é vital que se consiga lidar com esses sentimentos para que o tempo transforme, aos poucos, a dor em saudade. É preciso acreditar com toda fé que a pessoa querida continua viva dentro de ti, que sempre irá existir as lembranças e o amor, e que por isso se deve continuar, você deve isso a pessoa.

domingo, 10 de junho de 2012

bilhete

Eu sei que prometi não lhe escrever mais nenhum bilhetinho, mas eu também sei que você sabe que promessas não são o meu forte, sendo assim, estou aqui escrevendo pra ti esse pequeno recadinho de adeus. Desnecessário, você pode achar, acontece que essa é minha forma de mostrar o que eu sinto.

Então vamos lá: eu teria te amado pra sempre. Mas você fez de tudo, tudo mesmo, pra que isso não acontecesse. Sabe aquele ditado que diz que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”? Pois é, está errado. Eu só queria carinho, afeto, cinema, abraços e ganhei indiferença, muita. E hoje percebi que cansei de “bater em pedra dura”, estou, só agora, fazendo o que você varias vezes pediu que eu fizesse, indo embora.


Aqui lhe deixo o meu tchau, sem magoas e sem rancor mas também sem amor.

terça-feira, 5 de junho de 2012

bilhete

H.

Tenho vontade de em um dia qualquer te parar na rua, ou pelos corredores da faculdade, só pra dizer o quanto te acho linda.

Te vejo de longe, sempre descontraída, leve, sensível. Te procurei em algumas redes sociais e, por tudo que você escreve, curte, mostra, me parece que você é uma menina culta, inteligente e com um ótimo gosto pra músicas, filme, livros, roupas, apesar da sua pouca idade. Além de boa amiga, sempre preocupada e afetuosa.

Sabe que eu sempre procurei uma coisinha estranha nas pessoas, a compatibilidade, é meio que procurar eu mesmo nos outros, ou algo bem parecido. Você tem o que eu procuro e eu sei disso sem nunca termos conversado.

Um abraço e até qualquer dia.


Marina.