100 dias de gratidão

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

conclusões

Nesse mesmo dia, só que um ano atrás, estava feliz e confiante com os tão sonhados 18, estava tendo um 2010 bom, cheio de novidades, faculdade legal, velhos e novos amigos e algumas pessoas com interesses parecidos. Acredita que com os 18 só tendia a melhorar. E realmente por quatro meses foi muito bom, vivi muitas coisas, experimentei novas sensações, faculdade me deixando contente, tinha algumas pessoas que faziam tudo valer a pena, foi também nesse período que comecei a sair com uma turma nova, muita bebida, muita musica e até alguns casinhos. Mas então 2010 foi embora e levou tudo isso com ele, a manhã de 2011 já veio mostrando como seria o próximo semestre: feio, cinzento, repleto de brigas e descrenças. Veio o segundo dia, segunda semana e segundo mês só pra confirmar. Há tempos não passava por um período tão triste, com direito a morte, muitas doenças, crises infinitas e brigas incensáveis. Até que acordei em um desses dias cinza e percebi que era indiferente a tudo, que já não acreditava em mais nada, com isso perdi o controle que eu sempre acreditei ter sobre mim, fui me isolando da família e dos amigos o que me levou a ver que eles nem ao menos sentiam minha falta. E assim fui ficando cada vez mais sozinha. Foi quando apareceram duas lindas pessoas que me ouviram, me deram atenção, resolvi ir pra terapia e lá descobri uma Marina diferente da que eu sempre acreditei ser, ainda há um estranhamento, mas vou aprendendo a aceita-la. Não posso dizer que nesse tempo não houve nada de bom, claro que teve, embora em menor quantidade. Teve gente que apareceu do nada e me ajudou a deixar tudo um pouco mais leve, teve gente que parou pra me ouvir, pra me dar um ombro pra poder chorar, teve muita leitura e aprendizagem, teve novos amigos e, claro, teve alguns bons e velhos que me acudiram como puderam.

E agora espero estar fechando esse ciclo onde achei que não amava de fato - nem a mim nem a ninguém, onde vi algumas das maiores derrotas. Quero sair com a sensação de que eu tropecei, eu cai, eu chorei mas me levantei, afinal “no one cries forever”.


18 anos, que tempo penoso foi esse, onde tinha o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade.