100 dias de gratidão

domingo, 23 de setembro de 2012

Desamparo aprendido

Há um experimento psicológico em que qualquer movimento que o ratinho faça ele leva um choque, de inicio ele tenta achar uma saída, mas é inútil, sendo assim, cansado de tentar, ele desiste de procurar um meio de fugir dessa situação ficando quietinho em um canto qualquer, movendo-se minimamente. Esse completo desanimo após todas as alternativas se mostrarem inúteis chama-se “Desamparo Aprendido”.


E é exatamente isso que estou vivendo. O último mês foi uma gaiolinha dando choque por todos os lados, tentei muito encontrar um lugarzinho livre, ameno. Foi desnecessário, estava cercada, então estou aqui inerte, desacreditada e cansada de lutar, só esperando uma mão vir aqui e desligar a porra da caixa.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Hoje encontrei aquela blusa antiga, mesmo depois de tantos anos (talvez décadas) ela ainda cheirava a felicidade.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

mentiras

Talvez esse tenha sido meu erro, sempre estive disponível demais pra você. Mas hoje foi a gota d’agua, depois que você me contou o que fez na noite passada eu fiquei com nojo, mas não de você, e sim de mim por ter deixado as coisas crescerem nessa proporção, asco por sempre, sempre mesmo, deixar escapar um pedido de atenção que nunca veio e nem vai vir. E é isso, se não fosse tão infantil hoje eu pediria que você me devolvesse as cartas que eu escrevi, o livro que eu dei, as músicas que fantasiamente ficaram marcadas por sua pessoa, os chocolates e poemas trocados, o tempo e a energia gastos com você. Mas além de infantil eu não teria coragem de fazer isso porque apesar de tudo eu ainda gosto muito de você.



Ao som de mentiras - calcanhotto

domingo, 16 de setembro de 2012

Muitas vezes me questiono se você não é uma mera invenção da minha cabeça doentia. Mas ai lembro do seu cheiro, do seu gosto e não, isso não pode ser invenção…
Sinto falta de me sentir querida, dos cheiros, dos carinhos, do cabelo bagunçado, de todas as pintinhas, dos sábados a tarde e de todas as surpresas da noite.

domingo, 2 de setembro de 2012

para uma moça bonita

Te conheço há pouco tempo, não tenho a menor liberdade com você, mas fui acometida por uma vontade estranhar de te cuidar, te olhar, te ouvir. Vejo você se fazendo de forte, a mais forte, sendo que lá no fundo o que você mais precisa é de um colo, de cuidado. Vejo você usando formas destrutivas para fugir de todos esses problemas, como se isso fosse resolver, mas no entanto só adia o confronto. Vejo você com um sorrisão na cara, mas nos olhos uma tristeza grande. Me reconheço em você, acredito que daí que venha essa vontade, como se eu me visse tanto nas suas atitudes que te ajudando estaria ajudando a mim mesma.


Mas como não temos intimidade fico aqui, de longe, te olhando e procurando uma forma de nos ajudar.