Saudades de você Marina. Saudade
do seu jeito “maluco beleza” de viver a vida. Me faz falta aquela menina que
gosta de poesia, de madrugada, de livros, de chuva e que tenta convencer os
outros de que isso é a coisa mais linda que há. Sinto falta da sua
espontaneidade de fazer os outros sorrirem e da leveza de saber rir de você
mesma. Mas o que eu mais tenho saudades é da menina de bom coração, cheia de
sonhos e planos que habitava aqui, e que hoje está tão longe adormecida por aí.
sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
[de]coração
Na parede do meu quarto tem
escrito em letras garrafais “Tudo que eu tenho/ Tudo que eu sou” e em volta
fotos de amigos, família, artistas, ídolos, letras de musicas, poemas, imagens
bonitas. E por serem coladas com fita crepe elas teimam em cair sempre, e eu,
mais que depressa, as colocava no lugar pra que não ficasse nenhum furo na
parede. Mas acontece que há algum tempo elas têm caído e continuado no chão, ou
em alguma gaveta perdida das muitas que minha estante comporta. Fui pensar
sobre isso, e cheguei a conclusão de que aquilo não mais tem dito muito de mim.
Fiquei com medo, pois se aquelas pessoas eram “tudo que eu tinha” e eu não as
reconheço mais, não temos mais sintonia, mal nos cumprimentamos então o que eu
tenho agora? Se todas as gravuras, todos os poemas, todas as músicas eram “tudo
que eu sou” e eu não me importo deles estarem caídos ou escondidos em alguma
gaveta, o que agora eu sou? Não sei. Com raras exceções que ainda têm seu lugar
no mural, raras musicas que ainda têm seu lugar nos meus fones, raras pessoas
que ainda têm seu lugar no meu coração, eu não sei mais o que eu tenho e o que
eu sou. Só sei que aquilo não é mais. Uma única frase continua fazendo total
sentido: “Como é a vida longe de quem nos faz viver?”, antes eu acreditava que
todas aquelas carinhas me faziam viver, mas elas foram indo e eu fui
sobrevivendo sem elas, mostrando que não, que aquelas pessoas poderiam até deixar
as coisas mais leves, mas não me faziam viver, posso garantir que as poucas mas
verdadeira pessoas que em fazem viver continuam no mural e no meu coração, e de
lá não vão sair, pois eu não sei se sobreviveria sem elas. Depois de algumas
reflexões pensei em tentar buscar aquela Marina que dava tanta importância
aquelas carinhas felizes pregadas, que levava a vida com base naquelas sete
letras em negrito que tinham um lugar de destaque e juntas formavam a palavra:
“Believe”. Mas não adianta. Essa Marina de hoje não mais acredita. Ou melhor,
não mais acredita naquelas coisas. Acho que preciso de uma [de]coração nova,
sugestões?
“depois de um tempo aprendemos a conviver com
uns e a sobreviver com outros” triste, né?
quarta-feira, 28 de março de 2012
Garcia Marquez disse que essa
minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada
palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas,
pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a
desordem de minha natureza. Ainda vai além falando que não sou disciplinada por
virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generosa para
encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade
sou desconfiada e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às
minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco
me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma
e sim um signo do Zodíaco.
E é exatamente isso, por trás
dessa pessoa gostável que alguns já disseram que sou, por trás dessa pessoa
sempre disposta a ouvir, a fazer rir ou só dar um abraço encontra-se uma pessoa
feia, insegura e perdida. Uma pessoa que me envergonha principalmente pela
forma com que ela tratava os outros ao eu redor, tendo certo prazer em atacar
como se isso fosse garantia para não ser atacada.
Uma pessoa que sempre some dos
lugares, das pessoas, de si mesma. Eu me entrego, eu me disponho totalmente,
mas um dia acordo e não quero mais aquilo, aí me ausento, sumo. Acreditava que
fazia isso por me cansar da situação ao ponto de me causar enjoo, de não mais
suportar, mas no fundo eu sei que não é só isso. É que eu, por tanto medo de
ser abandonada, abandono primeiro. Atitude covarde.
Mas a grande verdade é que a
gente vai mudando com o passar do tempo, nosso psiquismo vai criando formas de
sobreviver e eu mudei muito. Hoje acredito que foram criticas, foram negações,
foram desprezos e foram indiferenças que me levaram a ser essa pessoa que eu
sou hoje. Me levou a não mais acreditar que alguém possa realmente gostar de
mim simplesmente por eu ser quem sou, me levou a não ter confiança alguma em
mim e no outro. E isso me deixa cada vez mais sozinha.
Um dia desses uma professora
muito querida me escreveu dizendo que sentia uma estranheza em mim, um jeito
esquivo, meio sem saber a que veio, como se eu estivesse perdida. E ela, como
sempre, estava certa, eu hoje estou muito perdida. Com aquela sensação de que
aqui não é o meu lugar, de que as paredes desse quarto estão me sufocando, de
que aqui não me cabe mais.
Mas acontece que eu já fiz muitos
planos de ir embora pra diversos lugares, planos mais reais de apenas fazer
viagens e depois voltar, de conhecer gente nova, conhecer novas formas de ver a
vida, porem mal consigo sair do meu quarto, e o porquê eu também não sei. Alias
sei sim, acho que por medo de não encontrar esse lugar em que eu não me sinta
perdida, não me sinta sozinha e desamparada.
Esses dias eu li uma menina
dizendo que existir é uma náusea, mas uma náusea eterna que nunca passa. Você
sempre acha que uma hora vai vomitar, vai passar tudo e você vai entender
porque estava passando mal, mas essa hora nunca chega. E nesse constante enjoo
eu sigo magoando os meus e, consequentemente, me magoando.
Mas em meio a enjoos, náuseas,
vômitos, magoas e passagens ao ato, eu acredito que não sou uma má pessoa,
apenas uma menina perdida querendo ser aceita.
domingo, 25 de março de 2012
E hoje eu acordei com uma saudade
de você, encontrei suas roupas pelo quarto e não resisti: enfiei o nariz e
respirei bem fundo. Puxei o quanto pude todo o ar perfumando que vinha da sua
blusa de florzinha, e isso me fez ficar com uma vontade de não desistir de
você, não desistir de mim, não desistir de nós. E é isso que eu vou tentar
fazer, não vou desistir de tentar te mostrar o quanto você estava errada, e não
desistir de te pedir perdão palas vezes que o erro foi meu.
sábado, 17 de março de 2012
moça do sorriso aberto
Você é uma das pessoas mais
loucas que eu conheço, mas não louca de irritar; louca do tipo que fascina, que
faz com que eu tenha vontade de entender porque sei que algo brilhante sempre
vai sair dali. Um dia eu te desvendo, roubo tuas anotações e escrevo um livro
sobre, bem no estilo “A Vida Secreta da Moça do Sorriso Aberto”.
sexta-feira, 16 de março de 2012
moreno, alto, bonito e sensual*
Apesar de ser tão chato, das
grosserias inatas, do cabelo engraçado, do pé gigante, da mão pesada, de muitas
conversas baixo nível, e de a gente sempre se encontrar trash ao acaso pela
vida. Você é um amigo que eu sinto muita falta. Afinal, você é o homem que eu
casaria. Pelo menos é a conclusão que chegamos na nossa ultima bebedeira.
*quer ser a solução dos meus
problemas?
sábado, 10 de março de 2012
bilhete
Paula
Eu preciso do seu consumismo para
equilibrar meu idealismo,
e do seu agito para acentuar
minha calma.
sexta-feira, 9 de março de 2012
L.
É engraçado como foi rápido
gostar de você. Já havia me atentado a sua pessoa bem antes de conversarmos
pela primeira vez, temos amigos e gostos em comum de forma que foi muito fácil
uma primeira aproximação, e você, como eu já imaginava, foi muito receptiva.
Fomos nos esbarrando por aí e quando paramos de fato para conversar foi horas
seguidas e ao final saí com a sensação de que já nos conhecíamos há tempos
tamanha a nossa sintonia, estávamos a vontade, compartilhando coisas pessoais
que normalmente não são ditas a qualquer um. Fiquei muito feliz quando você
disse que eu te passava confiança. Você também me passa e até consegue arrancar
confissões (ai) que mais ninguém consegue.
Você é uma pessoa muito gostável, daquelas que a gente se pergunta por
que não encontrou antes. É isso, você com esse seu jeitinho tímido, toda
meiguinha me ganhou.
quinta-feira, 8 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Ontem eu estava assistindo um filme sem dar muita atenção,
até que a personagem solta uma frase que no momento parecia ter sido endereçada
a mim: “não devemos pedir aquilo que nos deveria ter sido oferecido”.
Instantaneamente me lembrei de você, do quanto me humilhei e
pedi por aquilo que você deveria ter me dado de graça. Hoje, olhando tudo com a
distância necessária, vejo o quanto você se aproveitou da situação para extrair
tudo o que podia de mim, e o pior é que eu lhe dava como se fosse o meu dever.
Você nem imagina, menino, os estragos que isso me causou e que me causa até
hoje. Você me fez acreditar que eu era muito pouco pra você, que você nunca me
levaria a sério por sempre ter algo melhor, como se eu fosse apenas uma reserva
que pode até ser útil, mas nunca vai substituir a original. Mas hoje eu consigo
ver que as coisas não eram bem assim, você também precisava muito de mim, mesmo
que nunca tenha percebido isso, pois se até hoje acontece algum problema com a
sua família, com a faculdade, com alguma garota eu sou umas das primeiras
pessoas que você procura. Ou era. Por que se tem uma coisa que eu me orgulho é
ter conseguido me afastar de você. Tudo bem que gastei anos pra isso, mas acho
que consegui, tem alguns meses que não tenho notícias sua, você me mandou uma
sms no domingo e nem passou pela minha cabeça responder. O problema é que mesmo
que você não esteja mais aqui, que eu não sinta mais a sua falta, você deixou
muitas marcas.
É
Paizão, acho que a vida não tem sido muito justa com a gente, né. Queria tanto
que pudéssemos voltar há uns bons anos atrás. Lembra o quanto erámos felizes?
Eu ficava ansiosamente esperando as sextas-feiras onde já a noitinha eu ouvia o
ronco quase ensurdecedor do motor. Saia correndo e era você chegando. Que
alegria mais genuína eu sentia, corria pra te dar o meu melhor sorriso e o meu
maior abraço. Entravamos junto em casa onde a mamãe nos esperava rindo, cheia
de luz, do meu desespero. E pelos próximos três dias passávamos momentos muito
felizes, seja em uma ida à fazenda, à casa da vó, ao seu barbeiro ou até mesmo
uma simples manhã preguiçosa de domingo na cama eram motivo muita satisfação,
como se ali, nesses lugares, fossemos só nós, mas ninguém. Queria saber, Pai,
onde perdemos tudo isso, onde foi parar essa magia, onde perdemos nossa
alegria, nossa intimidade? Porque hoje apesar do muito amor que sentimos somos
dois estranhos perdidos por aí. Como se fossemos dois barquinhos que após a
tempestade não conseguem encontrar o cais. Até então o nosso “cais”, o nosso
“porto seguro” era a mãe, mas não podemos culpá-la pela tempestade e pela falta
de rumo. Eu sei que você tem muitas magoas para com ela, eu também tenho, mas
acredito que ela em momento algum teve a intenção de nos magoar, ao contrário.
Mas infelizmente sei também que não podemos mais contar com ela pra nos guiar,
isso não pertence a ela. O que nos resta, Paizão, é encontrarmos um novo porto
seguro. Seria maravilhoso que pudéssemos ser um do outro. Mas estamos tão
distantes que não sei se conseguiríamos. Eu vejo você com essa faceta de homem
forte mas eu sei que lá no fundo você tá sofrendo muito, e eu sofro daqui por
não conseguir te ajudar. Eu sou covarde, Pai, me sinto tão triste com a sua dor
que me ausento da sua vida, como se eu não visse deixasse de existir. Mas só eu
sei que não deixa, não tem um dia se quer que eu não me lembre de você, da
nossa casa, do nosso quintal, da nossa fornalhinha, da nossa panelinha, do
nosso arroz, que era tão pouquinho e tão ruim mas que comíamos como se fosse o
melhor arroz do mundo. E era. Do nosso mundo era. Te amo tanto, Paizão. Se eu
pudesse pedir só um desejo eu desejaria voltar à um dia desses. Mas isso não
pode acontecer e de nada adiantaria. O que eu posso, ou podemos, é tentar nos
ajudar agora, e é isso que eu quero e venho propor. Você topa, Pai?
Assinar:
Postagens (Atom)
