100 dias de gratidão

quarta-feira, 12 de junho de 2013

dia dos namorados

- Abre a porta!!

-...

- Eu sei que você tá me ouvindo... o que custa abrir essa maldita porta? Tá bom! Tá tudo bem, não precisa abrir. Só ouve... não precisa ser dessa forma, não precisamos sofrer tanto. Eu sei que errei, mas não foi por mal. Você sabe que eu tenho esse jeito meio errado de fazer as coisas... você até costumava achar graça nisso, me perdoa, vai. Nada entre nós nunca foi fácil, porque desistir agora? Eu te amo tanto. Amo esse seu jeito explosivo, amo suas tempestades. Me diz como você vai conseguir desistir dos nosso planos? Lembra da nossa casinha azul de cerquinha branca, nosso cachorro, nossas crianças. Não desiste disso. Não desiste da gente.Me dá outra chance, para de me afastar de você, vamos fazer isso juntos. Você sabe que nós podemos dar conta disso. Já passamos por coisas piores e sobrevivemos. A gente é bem maior que isso tudo. Eu sei que tá difícil, mas a gente consegue. Eu tenho mil defeitos, você tem outros mil, mas nos apaixonamos assim. Tenho certeza que se você não fosse tão mandona, tão certinha eu não teria me apaixonado. Posso ser moleque, egoísta, mimado, mas eu te amo tanto. Eu amo te socorrer quando você vê que não consegue sozinha, amo te dar colo, amor levar broncas de você. A gente é assim. Nessa briga nossa ninguém tem razão, tenta entender. Me deixa voltar, to com saudade de você, da nossa cama, da nossa vida. ... Merda! Abre a porta vai!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

domingo, 2 de junho de 2013

Bem que se quis

E ai que a gente pensa que esqueceu. A gente realmente acredita que esqueceu, até que toca no rádio aquela velha música. Tudo volta. A ferida se abre a música acaba e você fica ali, sem saber o que fazer com o que sobrou. É engraçado pensar que sempre sobra algo, uns cd’s na estante, uma bolacha que o outro gosta no armário ou até um restinho de amor bem no fundo do coração.

Outro dia encontrei uma camiseta sua em uma gaveta, sem pensar levei até o nariz e senti o seu cheirinho, aquilo me doeu tanto. Apesar de tudo eu ainda sinto a sua falta. Deveriam criar um manual de como não sentir falta de alguém que se convive diariamente e de uma hora pra outra se afasta, porque tá difícil aprender sem ajuda. Deveriam ensinar como dormir sozinha nessa cama que antes eu reclamava ser pequena e hoje sobra tanto espaço, deveriam ter um capitulo todinho explicando como agora só minhas escolhas importam e como reaprender a ir ao cinema sozinha e depois sentar pra tomar um café sem ter alguém pra discutir sobre o filme. É preciso, mas não é simples, por isso careço de ajuda.

Tem dias que fico pensando o que fizemos com a gente, o quão longe fomos capazes de chegar, o quanto nos magoamos. Como diz aquela música “o quê que a gente não faz por amor?”, amor nunca nos faltou. Acho até que o nosso erro foi por amarmos demais, chegamos a um ponto que o amor em excesso nos sufocava e aquilo tinha que sair de alguma forma, infelizmente saia de uma forma nada digna.

Comigo, por vezes, você foi deus e em muitas outras meu diabo. Um diabo-deus ou um deus-diabo. Com você eu fui grande, dividimos uma casa, planos, sonhos e muitos sorrisos. Com você fui forte, enfrentei uma mudança de carreira, de cidade e de vida. Com você fui doce, aprendi a demonstrar todo meu afeto em pequenas sutilezas. Com você fui feliz, escandalosamente feliz. Mas com você eu também fui um mostro, te amedrontei e te tirei noites de sono. Com você eu fui um ladrão, roubei sua paz. Com você eu fui fraca, você me sugou tudo aquilo que eu tinha de melhor. Com você fui triste, escancaradamente triste.


Às vezes sinto vontade de te chamar pra sentarmos em um café onde pudéssemos conversar, conversar e conversar sobre tudo e ao mesmo tempo sobre nada. Bater um longo papo sobre filosofia ou sobre filosofia nenhuma. Sobre o nada e o tudo. E o meio, que foi isso que nos sobrou. É difícil aceitar esse lugar em que nos colocamos, perdemos tudo, mas ainda não viramos nada. Mas prefiro não fazer isso, sabemos onde vamos chegar e já estou farta de causar e receber feridas. Melhor ficarmos assim, no meio, aparentemente indiferentes.

tripé

Ina, Nina, Marina

Andam juntas essas três

Brincam de serem meninas, mulheres

Reencontram-se numa única

Imagina formas, poses, cores

Elege a melhor para si

Doce, forte, poderosa


Gosto de uma. Gosto das três.