100 dias de gratidão

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010

Foi um ano de mudanças. Mas incrivelmente surpreendente. E bom.

De cara, logo no seu primeiro mês, ele acabou com o meu maior objetivo – ir embora. Tive que aceitar o que tinha, e não é que no final foi bom. A faculdade foi Uma grata surpresa, aprendi muito, sai da minha zona de conforto, o que proporcionou mudanças, conheci muita gente e, em especial, duas pessoas muito bacanas, que deixaram tudo mais leve.

Tomei decisões por mim mesma. Contrariei o óbvio, me entreguei, experimentei, desacreditei (o que foi uma pena). Aprendi a ser mais humana, a entender meus erros. Perdi amizades, ganhei amizades, fortaleci amizades. Reencontrei, desencontrei, apaixonei, desapaixonei. Fiquei a ver navios, mas como já estava na beira da praia aproveitei pra lavar meus pés.

Entendi que podemos, mesmo, esperar tudo das pessoas. E nada. Estudei como nunca. Dancei, chorei, ri. Achei que tinha as respostas, mas na verdade só haviam mais perguntas.

Cheguei aos tão sonhados dezoito – e caramba, será que sou mulher de verdade agora?

Li muito. Foi de longe o ano que mais aproveitei. Fiz tudo, ou quase tudo. Fumei, colori os olhos de vermelho, fiquei pela primeira vez completamente bêbada, me declarei, cheguei em casa dez da manhã. Aproveitei.

Enfim, nada saiu como planejei. Mas foi bom da forma que aconteceu.

Amanhã é pé direito, corpo e mente sã, muita vontade, muita garra e uma corrida desenfreada para a luz.

Quero, posso e vou. Vem com tudo 2011

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