2011 foi um ano daqueles que a gente fica na torcida pra
acabar logo. Começou triste, logo no primeiro dia teve muita briga, muito
choro, crises e uma forte chuva pra dar todo aquele clima de cinema, mas sem o
final feliz. O que se arrastou por todo janeiro e fevereiro. Março chegou mais leve, teve carnaval, amigos,
risadas, mas para não perder o clima teve muita chuva. Abril foi triste, muito
triste, cansaço físico e emocional. Maio veio pra arrematar o cansaço e mostrar
que não dava mais, foi o esgotamento, veio as crises de choro, de mal estar e
vários problemas na família, em Junho as coisas não mudaram muito. Julho deu
uma maquiada, trouxe um tempo de calmaria. Agosto foi um bom mês, meu
aniversário, viagem com os amigos, diversão. Setembro sentimento de estar perdida,
não via sentido em nada, nem na faculdade que sempre representou muito pra mim.
Outubro uma quase recaída, mais choro, mais brigas e mais chuva. Novembro
seguiu chovendo, foi um mês triste, de cansaço emocional, estresse, ojeriza de
tudo. Dezembro foi conturbado, brigas, doenças, mas na ultima semana houve bons
momentos, deixando a sensação de que coisas boas estão por vir.
Na família não foi um bom ano, meu avô sofreu muito, mas
toda a dor dele serviu pra mostrar o quanto nós nos amamos, o quanto nos respeitamos.
Minha mãe seguiu a vida dela, o que me causou muita dor. Meu pai se destruiu. E
eu me distanciei de todos, dias após dias, quase uma estrangeira no meu próprio
seio.
Foi também um ano de encerrar ciclos de amizades que não
tinham mais nenhum interesse em comum e começar novos com pessoas mais
parecidas comigo. Me aproximei muito e aprendi a algumas pessoas, alguns outros colegas da faculdade se
tornaram importantes.
Marquei no meu corpo pra sempre duas coisas muito
importantes na minha vida, a primeira uma frase que resume o meu ano “no one
cries forever” e segundo meu amor maior, a psicologia. Dois estilos de vida,
pra se levar e lembrar pra sempre.
Nunca me senti tão sozinha na vida, queria gritar minha dor,
meus sonhos, meus desejos, mas não tinha quem ouvisse, e se em alguns momentos
houve, eles não compreenderiam.
Mas em contrapartida foi um ano que eu olhei nos olhos e
deixei-me encantar, declarei poemas, escrevi cartas. Meu coração ardeu,
partiu-se, restaurou-se. Ouvi a voz da razão.
Muito importante lembrar que 2011 teve alguns “anjos” que me
levantaram pra que eu continuasse, pessoas que
me puxaram pelo braço, me abraçaram e me ouviram quando ninguém mais fez
isso.
Acho que o que ficou deste ano foi a certeza de que as vezes
acontecem coisas na vida da gente que nos fazem desacreditar de tudo.
Desacreditar da própria vida, do amor e dos seres humanos. Mas é para isso que
existem “anjos”, para fazer com que reacreditemos em tudo e continuamos
vivendo.
Em suma, 2011 foi um ano ligeiro, chuvoso, triste. Não foi
um bom ano, ao contrário.
Se 2011 foi o ano de resistir às tempestades da vida, 2012
será o ano de mudanças, de ser eu mesma, de ressuscitar aquela Marina de 15
anos que tinha pregado no mural uma borboleta com a frase: “antes morrer do que
perder a liberdade”. Esse será o ano de ser livre, de fazer o que eu gosto, de
estar com quem eu amo e fazendo o que me dá prazer. Será o momento de me impor,
de mostrar que eu também tenho uma vida, tenho meus sonhos e meu caminho.
Será o ano de aprender a me amar e me aceitar para que a
partir disso eu permita que outras pessoas me amem e me aceitem. E, mas do que
tudo, será o ano de ser feliz, de aproveitar meu 20 anos, de amar, de rir,
aprender e ensinar. De viver!
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