100 dias de gratidão

domingo, 4 de maio de 2014

Devolve, moço!


Você é meu oposto, meu reverso. Você me revela. São tantas as tuas capacidades dentro de mim que ao mesmo tempo em que acredito já ter dito tudo que tinhas para dizer eu ainda seria capaz de escrever continuamente, como tenho feito.

Umas das melhores coisas para se ter com alguém é intimidade, intimidade não no sentido de contato com o conhecido, familiar, mas um espaço singular de abertura protegida pelo vínculo, onde podemos deixar vir o desconhecido em nós, o estranho, o novo. Poder ser com outra pessoa, sem pinturas. Só ser.

Outra boa coisa de se ter é a tal liberdade. Liberdade em respeitar o que o outro é sem a intenção de modificá-lo. Liberdade de não se prender a rótulos nem ‘faz de conta’. Liberdade de poder escolher e bancar suas escolhas. Liberdade em ser o que quiser ser. Sermos. Juntos ou não.

Um dia te disse que ‘se for deixa de ser’. Erro meu, já é. Há muito tempo.

Somos.

Marina


ps: Nessa vida cheia de acasos, mesmo que nos afastemos, lembrar-me-ei sempre do menino que vi em uma segunda-feira de sol e logo depois cativou-me.

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