100 dias de gratidão

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

C.

Vai fazer um ano que lhe devo noticias ou ao menos um sinal de vida, que seja. Mas não consegui, eu precisava desse tempo para digerir sua falta.

Aconteceu tanto coisa nesses meses, vivi tanta história que eu queria falar só com você e com mais ninguém. Tenho saudades.

Eu sinto muito pela forma que eu agia com você durante o tempo em que estivemos próximas, fui ingrata, não conseguia reconhecer sua importância. Mas eu sei que você sabe que isso tudo era só uma defesa minha, sei que você sabe o quanto valorizo tudo aquilo. Hoje eu sei que se estou conseguindo andar, mesmo que a passos lentos e cambaleantes, foi porque quando mais precisei você me ajudou a levantar, depois foi minha muleta até que eu conseguisse enxergar que eu tinha meus próprios pés para me sustentar.

Mudei muito nesse tempo e talvez por isso esteja te escrevendo hoje. Você sabe desse lugar aqui onde deixo bilhetes perdidos, gostaria de verdade que você lesse este. Gostaria que você soubesse que estou bem e que ouvisse de mim o meu muito obrigada.

Ainda quero te encontrar por ai, te dar um abraço, quem sabe. Mas não hoje, nem amanhã, um dia talvez.

C, te agradeço muito, por tudo.

Marina

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