100 dias de gratidão

terça-feira, 13 de novembro de 2012

efêmero




É angustiante saber que não importa se será em uma semana, dois dias ou três meses, mas incontestavelmente aquilo que foi criado acaba. Um dia estamos trocando mais que intimidades, você lambendo os meus seios e eu conhecendo todas as suas cicatrizes. Aí de repente já não nos conhecemos mais na mesma música. Depois de meses mudei o meu prato preferido e você nem ficou sabendo. Depois de um ano troquei de telefone e nunca mais vi chegar uma sms sua de bom dia. E em mais algum tempo você não mais soube nada da minha vida. Eu também não soube mais de você, do seu suco preferido e do seu mais novo amor cinematográfico. E agora agimos como se não houvesse um passado mutuo, de forma que um dia desses nos encontramos em uma esquina e você apenas acenou educadamente e eu fingi que não me importava.

Mas o que podemos fazer não é mesmo? Já começamos sabendo que assim seria, pois tudo tem um prazo de validade, para tudo há um fim programado. E não me venha com aquele papo de que é eterno enquanto dure. Não aceito. Quero algo que dure eternamente, nem que seja na minha cabeça.

Nenhum comentário:

Postar um comentário